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Categoria ‘Crônica’

  1. Sou dessas que não desperdiçam orgasmos

    março 8, 2013 por Laís

    marilyn-diamonds

    Dar ou não dar, eis a questão. Você tá na porta da sua casa, acabou de voltar muito bem acompanhada da balada. Vocês estão num amasso nervoso dentro do carro, você está morrendo de tesão mas ao mesmo tempo presa em seu conflito interno se chama o cara para entrar e terminar o que começaram, ou se segue os sete mandamentos de como conquistar um cara em dez passos e deixa o convite para depois do quarto encontro, porque “fazendo assim ele não vai me achar uma vadia, não é mesmo?”. Se você se identificou com a situação descrita, na boa, eu tenho pena de você. Me desculpe, mas tenho dó de quem precisa de aprovação para viver. E é por isso que me pergunto: o que aflige tanto as mulheres? Por que temos que praticamente “fingir” que não gostamos de sexo? Por que ainda é tabu a mulher dizer que adora sexo tanto quanto o homem? (mais…)


  2. Crônica de despedida

    janeiro 25, 2013 por Laís

    delirios

    Eu tinha um professor na faculdade que era meio atrapalhado, tinha um jeito engraçado, proferia várias frases emblemáticas, mas também era dono de uma sensibilidade extrema e, acima de tudo, era um apaixonado. Apaixonado pelas letras, pela poesia, pela arte, pela vida. Eu me lembro de que, no primeiro ano da graduação, em uma aula ele nos pediu pra escrever uma crônica. Acho que durante esse exercício, meu coração magoado aproveitou a deixa para o desabafo e esse foi então um dos meus primeiros textos sobre relacionamento. Foi também um incentivo para perder a vergonha e continuar escrevendo. Revirando o baú achei a tal crônica que posto aqui (sem revisão alguma, do jeito que eu o entreguei há alguns anos), como uma homenagem, um obrigada, um adeus, uma reza para que você descanse em paz, João Batista Neto Chamadoira. (mais…)


  3. Shopping de trem

    março 8, 2012 por Laís

    trem_das_onze

    Seis da tarde. Destino: Pinheiros. Mal tinha adentrado o trem, me sentado num dos assentos destinados a idosos ou gestantes – torcendo para que nenhum deles aparecesse – quando ouço o chamado (do estômago):

    - Olha o amendoíííííím! Amendoim crocaaaante! Torrado na manteiga!!! Cinquenta centavos, quem vai querer?

    Atendo ao chamado e começo a procurar rapidamente a moeda dentro da bolsa, mas o marreteiro vai se afastando e minha fome aumentando, quando sou surpreendida pelo companheiro de infração de assento preferencial ao lado, que pega minha moeda de um real e me pergunta se vou querer um ou dois saquinhos.

    (mais…)