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Sobre o Blog

Tinha uma época em que tinha vergonha de escrever. Mantive um blog que era mais um esconderijo particular, meu muro de lamentações privado. Só tinha coragem de dividi-lo com alguns amigos ou blogueiros desconhecidos que compartilhavam do mesmo sentimento (acho que foi uma fase de angústia adolescente rs).

Outra tentativa foi quando na companhia de uma amiga da faculdade montei o extinto caqui-chocolate, um blog que, seguindo a linha Seinfeld, procurava escrever sobre o nada e ao mesmo tempo sobre tudo. As banalidades do cotidiano sob a visão feminina.

Apesar de nunca achar que eu era aquela aluna padrão de jornalismo “adoro ler e escrever”, acho que a escrita e a leitura sempre fizeram parte da minha vida.

Lembro-me quando ao auge dos meu oito ou nove anos de idade escrevi meus dois primeiros livros. Um era sobre uma garotinha que entrava em um castelo mal assombrado e suas aventuras para sair de lá, o segundo eu não me lembro, e o terceiro eu só não escrevi porque a inspiração não veio. Eu mesma peguei as folhas de papel sulfite cortei, grampeei e encadernei com durex. Aliás, eu vivia no meu mundinho onde tudo era possível de ser imaginado e construído com papel sulfite e durex, teve uma vez que resolvi até mesmo construir um par de asas usando esses materiais.

Também escrevia cartões de Natal para todos os membros da minha família. Uma tarefa desafiadora para uma menina de uns sete anos visto que tenho doze tios e tias só por parte de mãe – e era um cartão diferente para cada parente! Porém, meu caro leitor, não pense você nessa minha empreitada como um ato altruísta tomado pelo espírito natalino. Confesso que escrevia-os na malandragem esperando ganhar meus presentes.

Dando continuidade ao que a escrita representa para mim, o delírios em comprimidos é meu espelho, tanto na forma (brigada neotot, ficou a minha cara =] ), quanto no conteúdo. Escrever envolve autoconhecimento, envolve admitir sensações ou conceitos que estavam aí dentro e você nem se dava conta. Escrever é um ato que brinca com a ambiguidade do masoquismo e o alívio de um desabafo. Cada texto é um desafio, porque as coisas só valem a pena quando têm suor. E cada delírio meu quero armazenar em um comprimido.